Inform. Paciente >> Tratamentos >> Radioterapia

Em 1895, o físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen descobriu o raio-X. Deu à ele esse nome pois desconhecia o tipo da radiação que causava os efeitos observados.

Em 1896 Antoine Henri Becquerel descobriu que o elemento urânio emitia radiação semelhante ao raio-X.
Em 1898 o casal Curie descobriu o elementos químicos rádio e polônio. A descoberta da radiação custou caro aos pioneiros. Como, nessa fase não foram adotadas quaisquer medidas de proteção, os efeitos deletérios da radiação sobre os tecidos normais foram logo descobertos. Como a radiação era capaz de causar dano aos tecidos, a idéia de usá-la para destruir tecidos tumorais e as primeiras experiências nesse sentido datam ainda do século XIX.

Os anos seguintes foram marcados por um grande avanço nas técnicas e aparelhagem. A radioterapia foi reconhecida como especialidade médica no congresso mundial de oncologia em Paris, em 1922. Nessa ocasião, Coutard e Hautant mostraram que a radioterapia poderia curar um câncer avançado de laringe, e evitar as sequelas de uma cirurgia.

Hoje, sabemos que a radioterapia leva a destruição tumoral através dos seguintes mecanismos:

Ruptura das cadeias do DNA, paralisando funções vitais para o funcionamento celular e/ou inviabilizando a reprodução celular.

Ionização do meio, com a formação de radicais livres que levam a dano celular, o que explica o fato de tecidos mais oxigenados serem mais sensíveis à radioterapia.


A radioterapia tornou-se uma especialidade médica que trata pacientes portadores de câncer e de outras doenças pelo uso de raios ionizantes. O objetivo é aplicar uma dose eficaz na erradicação do tumor que cause o menor dano possível aos tecidos normais em suas proximidades. A preocupação em preservar os tecidos normais resultou em um grande desenvolvimento tecnológico, incluindo estudos de dose, formato de campos de radiação e trajeto dos raios no corpo do paciente.
Assim como a cirurgia, a radioterapia é uma forma de tratamento local do tumor.

Técnicas de aplicação

Radioterapia externa

Neste caso, a fonte da radiação é posicionada externamente ao paciente. De forma que o feixe de radiação deve atravessar diversos tecidos normais antes de encontrar o tumor.

Braquiterapia
Neste caso, a fonte de radiação está dentro do corpo do paciente, em contato com o tumor. A dose que atinge o tumor é bem maior.

A radioterapia geralmente é usada em conjunto com as outras formas de tratamento. Antes ou depois da cirurgia (raramente durante). Antes, durante ou depois da quimioterapia.
Quando combinados os tratamento, alguns dos quimioterápicos potencializam o efeito da radiação. Ou seja, o efeito da combinação de ambos é superior ao efeito dos dois se usados isoladamente, em uma seqüência. Outros quimioterápicos podem causar um aumento proibitivo dos efeitos tóxicos locais da radioterapia, de modo que seu uso é evitado durante o tratamento irradiante.

Efeitos colaterais
A radioterapia, além de destruir o tumor, também pode causar danos às células normais. É esse dano que é o responsável pelos efeitos colaterais. Eles irão depender muito da sensibilidade individual do paciente, da dose de radiação empregada e da área que estiver sendo tratada.
Principais efeitos colaterais da radioterapia:
mucosite se o tratamento afetar boca ou esôfago;
n
áuseas se afetar estômago ou intestino;
t
osse se atingir o pulmão;
queda de cabelo se englobar o couro cabeludo.

Durante a aplicação, apesar de você ser mantido sozinho em uma sala, a equipe de radioterapeutas o observa através de um monitor, ouve seus comentários e tem controle absoluto de todos os aparelhos.

Avenida Europa, 105 - Jardim Europa - São Paulo - SP - CEP 01449-001 - (11) 30675400