Untitled Document

Adenocarcinoma

É o tipo mais comum câncer. Origina-se nas glândulas presentes nos tecidos de revestimento do organismo. Alguns exemplos de localização dos adenocarcinomas são o trato gastrintestinal, a região da cabeça e pescoço, o trato respiratório, a próstata e a mama.  

Adenomegalia (linfadenopatia)

Linfadenopatia é o crescimento de um ou mais linfonodos. É um sintoma presente em muitas doenças. Os gânglios superficiais costumam ser percebidos somente quando apalpados. No entanto, podem se tornar mais evidentes quando aumentam de tamanho. As adenomegalias podem ser causadas por doenças infecciosas e por alguns tipos de câncer. Dentre os tumores que mais freqüentemente podem apresentar adenomegalias estão as leucemias, os linfomas e o câncer de cabeça e pescoço.  

Adjuvante

Situação em que um tratamento é realizado imediatamente após o outro, com o objetivo de diminuir o risco de recidiva do câncer. Em geral, o tratamento adjuvante é utilizado para apresentações relativamente mais precoces do câncer.  

Alfa-fetoproteína (AFP)

É uma substância produzida no desenvolvimento do embrião e do feto. Sua concentração no sangue decresce rapidamente após o nascimento. Em oncologia, pode servir de marcador da presença e da atividade de alguns tipos de tumor em adultos e crianças. A AFP é usualmente dosada no sangue, mas pode também ser medida no líquor.  

Alopecia

É a perda total ou parcial de cabelos ou pêlos. É um dos possíveis efeitos colaterais da quimioterapia. Em geral, a alopecia causada pela quimioterapia é transitória, ocorrendo novo crescimento do cabelo e dos pêlos em período variável de tempo após o término do tratamento. Entre os quimioterápicos que causam alopecia mais freqüentemente e com mais intensidade estão: Doxorrubicina; Paclitaxel; Docetaxel; Citarabina (em doses altas); Metotrexato (em doses altas); Ciclofosfamida (em doses altas); Ifosfamida (em doses altas).

Contudo, a maioria dos quimioterápicos pode causar algum grau de afilamento e de perda dos cabelos.

Anamnese

Consiste em uma entrevista realizada por um profissional da área da saúde com um paciente. O intuito da anamnese é o de obter informações a respeito do paciente, de sua história médica pregressa e de sua doença, na tentativa de chegar a um diagnóstico, que poderá ser concretizado com o auxílio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem.  

Anaplasia

Processo no qual as células perdem suas características de especialização, assumindo características semelhantes às das células embrionárias. Muitas células tumorais podem apresentar essa perda de diferenciação, organização e função específica das células normais.

Anatomopatológico

O exame anatomopatológico é realizado em fragmentos de tecido obtidos através de biópsia ou de cirurgia. Nesse exame, um médico patologista analisa as alterações teciduais e celulares encontradas no material colhido, geralmente com o uso de um microscópio. O principal objetivo do exame é alcançar um diagnóstico definitivo sobre a natureza de uma lesão. Em oncologia, o exame permite ainda a obtenção de outras informações importantes, como o tipo do tumor e de seu grau de malignidade.  

Anemia

Consiste em uma diminuição do número de glóbulos vermelhos circulantes ou na redução da concentração de hemoglobina nessas células. Com isso, pode haver uma diminuição da capacidade do sangue em conduzir o oxigênio aos tecidos, podendo resultar em cansaço e palidez.

A anemia é um efeito colateral comum da quimioterapia. Em alguns casos, a redução da dose de quimioterapia pode ser suficiente para a reversão da anemia. Em outros casos, pode ser necessária a interrupção temporária do tratamento. Atualmente, existem medicamentos que podem prevenir e tratar a anemia, estimulando a produção de glóbulos vermelhos. Esses medicamentos são conhecidos como fatores de crescimento hematopoiéticos. Outra forma de se tratar anemia é a realização de transfusão de sangue ou a transfusão apenas de concentrado de hemácias.

Além disso, o envolvimento da medula óssea por neoplasias hematológicas também pode causar anemia. Contudo, a anemia pode ter inúmeras outras causas, incluindo diversas doenças não malignas.

Angiogênese

Refere-se à formação de novos vasos sanguíneos, estimulada pelo crescimento do tumor. A angiogênese permite que o tumor continue obtendo nutrição sangüínea ao longo de seu desenvolvimento. Assim, alguns novos medicamentos, pertencentes à classes das drogas de alvo molecular, têm sua ação dirigida à inibição da angiogênese, como forma de bloquear o crescimento tumoral ou de obter a redução de uma lesão.  

Anticorpo monoclonal

Os anticorpos são proteínas normalmente encontradas em nosso organismo e que têm como função a defesa do organismo contra elementos estranhos. Também são chamados de imunoglobulinas. Contudo, os anticorpos também podem ser sintetizados em laboratório, nesses casos, tendo como alvo outras proteínas envolvidas no desenvolvimento e na progressão de certos tipos de tumores. Nesses casos, os anticorpos têm sido enquadrados na classe de drogas de alvo molecular. Para saber mais sobre as drogas de alvo molecular, consulte a seção Perguntas Freqüentes – Drogas de Alvo Molecular. Os anticorpos podem ainda ser utilizados na identificação de estruturas celulares, através de exames de imuno-histoquímica.  

Antígeno carcinoembriônico (CEA)

É uma substância produzida no desenvolvimento do feto. Em geral, sua concentração no sangue decresce após o nascimento. Em oncologia, o CEA pode ser utilizado como marcador da presença e da atividade de certos tipos de tumores em adultos e em crianças. Entre os tumores que podem apresentar elevação dos níveis de CEA estão aqueles do trato gastrintestinal, da mama, do pulmão, do pâncreas, do ovário e do sistema nervoso central. Contudo, o CEA também pode estar presente em algumas afecções benignas. Além disso, os fumantes podem apresentar níveis de CEA acima do normal. O CEA é mais freqüentemente medido no sangue, mas pode também ser dosado no líquor.

Apoptose

É uma auto-destruição de determinadas células do organismo, programada geneticamente. Na apoptose, as células se fragmentam em pequenas partículas que são degradadas por outras células. Além disso, a apoptose pode ocorrer quando são detectadas falhas irreparáveis no material genético. Assim, a apoptose é também um mecanismo de proteção contra o câncer. Algumas células tumorais podem perder a capacidade de entrar em apoptose, tornando-se células imortais.

Astrocitoma

Os astrocitomas são tumores que podem se desenvolver no cérebro, cerebelo ou medula espinhal. São caracterizados pela proliferação de astrócitos, células responsáveis por diversas funções, entre as quais a formação do arcabouço estrutural do sistema nervoso central, o fornecimento de nutrientes para os neurônios, e a reparação e substituição de células eventualmente lesadas do sistema nervoso central.

Os astrocitomas podem ser divididos em quatro graus de malignidade, conforme as características histológicas do tumor:

Graus I e II: astrocitomas de baixo grau de malignidade;

Graus III e IV: astrocitomas de alto grau de malignidade.

O astrocitoma de grau IV é também chamado de glioblastoma multiforme.

No caso dos astrocitomas de baixo grau, a remoção completa do tumor freqüentemente resulta em altas taxas de cura. Contudo, a cirurgia completa pode não ser possível em alguns casos, devido à localização e ao tamanho da lesão. Nesses casos, a observação ou a radioterapia podem ser empregadas, embora ambas as opções estejam associadas a taxas variáveis de transformação para tumor de alto grau de malignidade.
No caso dos tumores de alto grau de malignidade, o tratamento geralmente envolve a cirurgia e administração pós-operatória de radioterapia e quimioterapia.

Para saber mais sobre os tumores do sistema nervoso central, consulte a seção “Tumores do SNC”.


Ir para o Topo